Porque se o José Wilker pode, eu também posso.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Mandando bala


(Shoot 'Em up- Michael Davis)


Dá uma olhada no nome desse filme. Isso basicamente resume o que acontece nele. Pouco mais de 1h30min de ação basicamente sem parar da maneira mais absurda e deslavada que você já viu. Sim, todos os filmes de ação apresentam seqüências humanamente impossíveis, mas esse em especial faz desse mote seu tema central.


Já começamos o filme com um close quase em preto e branco do Clive Owen (Mr. Smith), com aquela expressão indefinida que o Matt Damon usa o tempo todo em sua série Bourne. Se mantêm da mesma maneira por alguns segundos até que ele começa a comer uma cenoura. Isso mesmo, uma cenoura. Que já é usada como arma na primeira cena do filme - é impressionante a quantidade de pessoas que você pode matar com uma raiz.A partir daí, qualquer um que esperava um filme sério, pode recolher a sua pipoca e mudar de sala de cinema.


Após enfrentar cerca de trinta capangas para proteger uma mulher em trabalho de parto, Mr. Smith se vê com um bebê nos braços - o que não o impede de saltar de prédios e trocar mais alguns tiros. Quando Hertz (Paul Giamantti, surpreendentemente divertido), o vilão que está sempre no celular com a esposa, continua a perseguição, Smith percebe que o alvo não era a mãe, e sim, o bebê.

Clive Owen agora está com um bebê que não pára de chorar nos braços, e suá única opção é levá-lo ate a prostituta Donna Quintano (Monica Belucci) que faz o papel de seu precário par romântico. Os dois saem juntos contra uma bateria infindável de homens vestidos de preto que são contratados para matar o bebê. Temos então um filme repleto de cenas sem o menor sentido, tão absurdas na sua violência que não se pode deixar de rir. É um daqueles filmes tão, mas tão ruins, que chega a ser bom.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Hairspray- em busca da fama

(Hairspray, Adam Shankman)

Quando cheguei no cinema para comprar ingresso para esse filme (não, é sério, ele acabou de estrear na minha cidade) a mocinha vendedora já soltou um aviso: "espero que goste de música, porque é do começo ao fim." Tirando a parte óbvia da informação, Hairspray é um daqueles musicais pesados, com pouca cenas sem música/dança coreografada e caso seu nível de tolerância a canções não chegue muito alto, não assista.

No meu caso, que já adoro um musical, achei que o filme cumpre o seu papel. Algo fofo, com músicas divertidas e roupas coloridas e são duas horas para se divertir, sem se preocupar com nada demais. E tirando a bizarrice inicial de ver Travolta na pele de uma mulher, o filme flui naturalmente.


O filme conta a história de Tracy Turnbland (Nikky Blonsky), uma espécie de Polyanna com uns bons quilos a mais, que sonha em fazer parte do programa de Televisão de Corny Collins (James Marsden, o Scott de X-men) e dançar e cantar e dançar mais um pouco. No começo conta com a oposição de sua mãe (John Travolta) por acreditar que ninguém vai dar um lugar no programa de TV para alguém que não use 38, mas acaba aceitando ao ver sua filha se tornar a garota mais popular do show.

É claro que a antiga garota mais popular do show, não gosta de se ver substituída. Sua mãe (Michelle Pfeiffer), que também é uma espécie de diretora do programa, faz de tudo e mais um pouco para se livrar tanto de Tracy como das tendências do programa em abrir espaço para os negros - entrando aí um mini-conflito racial que serve como pano de fundo para a revolta de Tracy.

Juntando tudo isso, mais uma boa quantidade de músicas grudentas e coreografias divertidas, sem contar a sempre ótima Queen Latifah, Hairspray vale a pena.


(ah, e não vou comentar novamente a aparente necessidade brasileira de subtítulo. Não vou.)

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Paranóia

(Disturbia, D.J Caruso)




Mais um filme de suspense em que você já sabe basicamente toda a história pelo trailler. É claro que a esperança é a última que morre (gente, esse ditado entra com certeza no top 5 'sabedoria popular' mais irritantes) e lá vamos nós para o cinema novamente.

Como ponto positivo temos a atuação de Shia LaBeouf (Kale) um dos poucos atores americanos que podem fazer um adolescente sem me darem totalmente nos nervos. Como negativo temos a completamente sem sal Sarah Roemer (Ashley) que além do nome, tem o esteriótipo de líder de torcida e o mesmo nível de carisma de uma torradeira.


A história começa com Kale e seu pai em uma viagem de piscaria nas montanhas - sabe-se lá pq homens precisam ir para o meio da floresta para fortalecerem os laços entre eles- e tudo é claro, lindo e em harmonia. Kale, seu pai e sua mãe (Carrie-Anne Moss, caindo para secundária após Matrix) formam uma família classe média comum americana. Até que o pai morre e Kale passa a ter distúrbios de comportamento, que se arrastam por um ano. Como ninguém tem o senso de mandar a pessoa para um psiquiatra, ele acaba socando um professor no rosto e pegando pena de três meses de prisão domiciliar.

E é aí que a história começa. Preso dentro de casa, logo começa a abservar a vida de todos os seus vizinhos, cada um deles com seus hábitos estranhos. Claro, exatamente nesta época muda-se uma vizinha gostosa para a casa do lado (Ashley) e ela tb passa a ser observada. Com o tempo, Kale começa a se dar conta de que seu viznho da casa da frente pode não ser um ordinário velho - e sim um psicopata. Contando com ajuda de Ashley e seu amigo asiático idiota Ronnie (Aaron Yoo) eles começam uma campanha para descobrir a verdade... e aí todo mundo já sabe a continuação.


As melhores cenas do filme estão em seu começo, perdendo a intensidade conforme o filme se arrasta. E por mais jogos de câmeras que você faça e música de suspense que utilize, se o vilão não te der medo, nada feito. E Mr. Turner (David Morse) não cumpre esse papel. Sim, ele é estranho para caramba (o velho tem até um mini rabo-de-cavalo), mas não de uma maneira que te vontade de se encolher na cadeira e fechar os olhos. Um filme desses com Jack Nicholson... ele sim me dá medo.