Porque se o José Wilker pode, eu também posso.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O Dia Em Que A Terra Parou

(The Day the Earth Stood Still -Scott Derrickson)



Outra em mais uma lista interminável de filmes em que você teria ganhado bem mais ficando em casa e, sei lá, contando as rachaduras do teto.


Nesse em particular temos Keanu Reeves como Klaatu, um extraterrestre altamente desenvolvido em forma humano. A única coisa que pode ser dita a respeito da atuação de Keanu Reeves é que ele é, como sempre, péssimo. Mas, como se trata de um alien sem emoções, a gente faz de conta que o rosto sem expressão dele é por conta do personagem, e não da falta de habilidade do ator.


Bom, Klaatu chega a Terra em uma bolha gigante que pousa - onde mais poderia ser? - nos Estados Unidos da América, o único lugar do mundo onde extraterrestres aparecem. Junto com Reeves chega um robo-ciclope-gigante que age como uma espécie de guarda, responsável pela segurança do mesmo e que reage a qualquer ação violenta.

Por outro lado temos Jennifer Connelly como Dra. Helen Benson, uma bióloga especilizada em vida espacial que vive uma relação um tanto conturbada com o filho do seu marido morto, o insuportável Jacob (Jaden Smith), uma criança que está em crise devido a morte de seu pai e não aceita a madrasta, passando o filme todo fazendo B quando Helen peça que ele faça A.


Com o desenrolar do filme fica bem claro qual é a missão de Klaatu e qual o papel de Jennifer Connelly: basicamente o de seguir Keanu Reeves por aí, tentando convencê-lo a seguir um caminho diferente e pedir pelo amor de Deus para que Jacob faça o que ela está pedindo ao invés de ignorá-la. Imagino que o personagem dela deveria provocar empatia nas pessoas, mas tudo o que queria fazer era dar um tabefe bem grande, tanto nela como no enteado.

O final é outro que não traz grandes novidades, e a mellhor parte dele é que o filme acabou e você pode voltar pra casa.


Sendo completamente honesta, o enredo do filme nem é assim tão ruim (e esse mérito não vai nem mesmo para essa produção, uma vez que esse filme é remake, so...) ainda mais considerando que é ficção científica, que consegue ser um dos gêneros mais copiar-colar de todos, com a possível exceção do terror. Mas ainda assim... nem mesmo pelos efeitos especiais vale a pena - uma vez que você pode vê-los todos no trailer do cinema, e assim economizar o preço da entrada.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

007- Quantum of Solace

(Quantum of Solace - Marc Forster)



Mais um 007, e vocÊ já sabe o que esperar: um agente que é um Chuck-Norris-ninja-jedai, várias moças lindas e decotadas que precisam ser salvas, um vilão estrangeiro qualquer e muitos tiros e perseguições. Certo?
Não exatamente.

Sim, o James Bond da vez (Daniel Craig, de quem eu não gostava muito, mas após o primeiro filme dele como Bond virei fã) ainda é O cara. Isso nunca vai mudar. Mas ele é O cara em crise pessoal - sua esposa, Vesper (Eva Green), morreu no final do último filme. Não importa muito o fato de que ela era uma agente inimiga tentando enganá-lo, uma vez que ele a amava. (suspiros)

Logo M (Judi Dench), a manda-chuva, teme que Bond possa estar passando para o lado negro da força e entrando em uma caçada onde o que mais importa é matar todos aqueles responsáveis pela morte de Vesper.

Paralelamente a isso temos os esforços de Camile (Olga Kurylenko), uma bondgirl para lá de estranha - ela não é feia, mas não é maravilhosa, como era de se esperar. Camile está tentando se vingar de um general que matou seu pai, sua mãe, suas irmãs, seu cachorro e papagaio de estimação, a deixando traumatizada para o resto da vida. Seu caminho cruza com o de Bond quando ele a salva contra a vontade, impedindo que mate o General Medrano (Joaquin Cosio).

A única coisa verdadeiramente diferente dessa história para milhares de outras é queo cenário não é mais o mesmo. Nem os vilões, que não são mais russos -comunistas estão out. Transferiram o eixo para a América do Sul. Isso mesmo. O filme se passa na Colômbia, onde o vilão-cérebro do filme, Dominic Greene (Mathieu Amalric) trama um golpe militar para dar o poder ao General Medrano, e assim assegurar as vantagens de sua coorporação.

Outro ponto é que não há um desfile de mulheres bonitas. Como Bond está em um momento delicado em sua vida psicológica, só fica mesmo com uma moça (que tem o cabelo mais bizarro da história do filme. Que diabo de cor é aquela?)

E o resto é bem o que você está imaginando mesmo. Mas, como diz um amigo meu, James Bond não tem que ser original, tem que ser divertido. Logo, se quer ver tiros, e mais tiros, e lutas coreografadas em alta velocidade, perseguições de carros e aviões, edições frenéticas, pouco diálogos e mais tiros, está vendo o filme correto.
Se não, é melhor ficar em casa.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

(Mamma Mia- Phyllida Lloyd)


Mais um musical no que aparenta ser uma tendência do cinema americana em retomar o gênero. Desnecessário dizer novamente que se você não gosta de filmes que interrompem as cenas para cantar, vai detestar Mamma Mia - que não passa três cortes de cena sem ao menos uma canção.

Com músicas baseadas nas do grupo musical Abba, temos a história de Sophie Sheridan (Amanda Seyfried, a retardada de Garotas Malvadas), uma adolescente que não sabe a identidade de seu pai verdadeiro. Como já foi explorado em milhares de filmes/livros americanos, aparentemente não saber o nome do seu pai biológico significa que você "não sabe quem realmente é" e outras coisas do tipo. E como Sophie está as vésperas de seu casamento, decide encontrar esse homem, que "dará sentido a sua vida" e, de quebra, a acompanhará na Igreja.

Lindo, não?

O único problema é que Donna (Meryl Streep, mostrando que consegue sair sem problemas da executiva toda-poderosa de Diabo Veste Prada para uma hippie que mora na Grécia), sua mãe, não sabe tanto do plano de Sophie, como da identidade de seu pai. E assim, três candidatos se apresentam:

- Bill Anderson (Stellan Skarsgard), o pai do Orlando Bloom em Piratas do Caribe

- Sam Carmichael (Pierce Brosnan), que nem mesmo estando mais-para-lá-do-que-para-cá consegue fazer um filme sem tirar a camisa, mais de uma vez.

-Harry Bright (Colin Firth), sem dúvida o meu preferido dos três.

Os três voltam para ilha, servindo para alienar ainda mais uma Donna já preocupada com o casamento da filha e suas finanças. Digna de nota é a presença de suas melhores amigas Rosie (Julie Walters) e Tanya (Christine Baranski), fazendo ótimo trio com Meryl Streep.

Contar qualquer coisa a mais é perda de tempo, já que a história não é o principal quando se está assistindo Mamma Mia, e sim o visual. E as músicas, claro. Não dá para não cantar quando Dancing Queen começa a tocar;

É o filme perfeito para se assistir depois do almoço de domingo, com a sobremesa no colo e sem se preocupar com nada. Leve, divertido, solto. E como é bem essa a pretensão do filme, ótimo. Perpara-se para ficar com Mamma Mia, here I go again... na cabeça por um bom tempo..


Dica: esperam até que as luzes do cinem acendam para sair de sua cadeira, existem mais dois clipes musicias quando o filme acaba, e o último deles vale a pena.